Arrumei um monte de livros meus que estavam no escritório da minha mãe há mais de 10 anos, quando me mudei do Rio de Janeiro para Curitiba, em 2014.
Muito e muitos livros, vários da minha época de mestrado na PUC, mas também bastante coisa que era do meu pai e eu me apropriei – especialmente coisa de psicologia behaviorista.
Fiz uma limpa geral, demorou horas, carreguei caixas o dia todo. Selecionei alguns poucos livros que eu queria manter, coisas que já li e mantenho interesse ativo e outras que gostaria de ler – como um livro do Skinner sobre comportamento canino.
De 10 caixas, mantive três – duas de livros e uma de CDs (que eu nem tenho onde tocar).
A parte mais difícil foi doar os livros. Ninguém quer, nem de graça, nem os sebos. Tive que insistir para o dono de um sebo na Av. Pedroso de Moraes aceitar. Ele disse que o problema é espaço físico, e que nem bibliotecas estão pegando doações direito.
Enfim, foram-se centenas de livros meus, muitos que eu já li, muitos que eu nunca nem abri e muitos que eu li apenas parte.