A arte de jogar as coisas fora

Eu sempre achei que eu não tivesse muitas coisas – e, acredito que, na média das pessoas, eu talvez não tenha mesmo. Sim, eu gosto de fones de ouvido, canecas e alguns outros apetrechos, mas estou longe de ser um acumulador.

Seja como for, nós, humanos, acumulamos coisas. Caixas de celulares comprados há anos, recibos, documentos, pilhas, canetas, cabos, roupas curtas, roupas largas, chaves que perderam o propósito... todas essas coisas vão sendo esquecidas em casa, em algum armário ou gaveta. Recentemente me livrei de centenas de livros que eu não via há uma década nem considerava problema meu (mas, claro, era).

Temos muitas coisas que acumulamos ao longo da vida, e, mesmo que deliberadamente escolhamos ter poucas coisas, acabamos acumulando mais do que esperávamos.

Eu não sou adepto do minimalismo, embora sem querer eu seja meio minimalista na hora de montar uma casa. Mas acho que, pelo menos uma vez a cada dois anos, podemos fazer aquela limpa nas tranqueiras que não apenas ocupam espaço, mas também fazem pouco sentido em nossas vidas.

Por algum motivo foi difícil me livrar da caixa de um Macbook Pro que comprei em 2021 e do qual nem sou mais dono. E se o dono atual precisar disso? Mas ninguém precisa de uma caixa velha acumulando poeira por motivo nenhum.


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A Patela me ajudando (na verdade, atrapalhando) a arrumar minhas coisas